Ele era padre morto, no ano 269, por celebrar casamentos proibidos. Mas essa história pode ter sido inventada para cristianizar uma festa pagã romana: o dia de Juno

Só o Brasil celebra esse dia em 12 de junho. Para o resto do planeta, a data escolhida é 14 de fevereiro, Dia de São Valentim.

Esse santo e mártir era um padre morto em Roma, durante a perseguição.

Esse santo e mártir era um padre morto em Roma, durante a perseguição aos cristãos, no ano 269”, diz o teólogo Fernando Altemeyer Jr., da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP…

Segundo a lenda, o imperador romano Cláudio II teria, em um momento de intensas guerras, proibido o casamento, por acreditar que soldados sem esposas nem filhos não teriam tanto medo do campo de batalha.

Contrariando a ordem, o sacerdote cristão Valentim teria continuado celebrando matrimônios até ser descoberto, preso e executado.

Não existe, porém, nenhum registro histórico disso. Talvez o mito tenha servido apenas para cristianizar uma festa pagã romana, que celebrava 14 de fevereiro como dia de Juno, deusa do casamento.

Já a data brasileira foi instituída em 1949, pelo publicitário João Dória, pai do atual governador de São Paulo, sob encomenda da extinta loja Clipper, para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio.

Coincidência ou não, 12 de junho é véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro.

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